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Hospital registra alta em 24 horas após cirurgia robótica

Pacientes submetidos à cirurgia robótica em Goiânia já estão vivenciando uma mudança significativa na recuperação pós-operatória de procedimentos urológicos, ginecológicos e cirurgia torácica. Desde a chegada do robô cirúrgico Toumai MT-1000 à Capital, trazido pelo Hospital do Rim, a média de alta hospitalar tem sido em até 24 horas.

Além disso, médicos fazem relatos de pacientes que, em menos de dois dias, já retomaram atividades cotidianas, como caminhar e realizar tarefas leves. Cabe ressaltar que, no fim de 2025, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu a prostatectomia radical assistida por robô como primeira cirurgia robótica dentro da cobertura obrigatória dos planos de saúde do Brasil. Antes mesmo disso, os dados mais recentes disponíveis já apontavam para um crescimento acelerado dos procedimentos realizados com suporte robótico no País.

De fato, a tecnologia, voltada para procedimentos minimamente invasivos, amplia a precisão das intervenções e reduz o trauma cirúrgico. "Temos observado ganhos claros em segurança, menor tempo de cirurgia e recuperação mais rápida. Em alguns casos, o paciente passa pela cirurgia e, em 48 horas, já apresenta evolução funcional importante", relata o gerente médico do Hospital do Rim, Cristian Garcia.

Menos dor, menos tempo internado e mais qualidade de vida

Como o profissional de saúde explica, a cirurgia robótica permite incisões menores, resultando em menor perda de sangue e redução significativa da dor no pós-operatório. Assim, esses fatores impactam diretamente o tempo de internação e diminuem riscos de complicações, como infecções hospitalares. Para os pacientes, o resultado é uma recuperação mais confortável e segura, com retorno mais rápido à rotina.

Além disso, o médico destaca que, desde a implantação da tecnologia, a instituição já realizou procedimentos robóticos com sucesso, consolidando a modernização da assistência cirúrgica oferecida em Goiânia. Com isso, o robô Toumai MT-1000 marca uma nova etapa para a saúde em Goiás, aproximando os pacientes de recursos que até então estavam restritos a grandes centros médicos do país.

Tecnologia sob controle do médico

Para os gestores de grandes instituições médicas e hospitalares, o objetivo de investir em suportes como o de um robô cirúrgico é o de unir inovação tecnológica com um cuidado cada vez mais humanizado, mantendo baixos índices de infecção e colocando o paciente no centro de toda a jornada assistencial. Apesar de ainda gerar dúvidas em parte da população, especialistas reforçam que a cirurgia robótica é um procedimento altamente seguro. Isso porque o robô não atua de forma autônoma: todo o controle permanece nas mãos do cirurgião, que opera a tecnologia como uma extensão de seus movimentos, com visão ampliada e maior precisão.

"A medicina sempre avançou por grandes marcos, e a cirurgia robótica é um deles. O cirurgião continua sendo a peça central do procedimento, mas agora com mais acesso, precisão e estabilidade. Isso se traduz em menos complicações, menor sangramento e mais conforto para o paciente", explica Cristian Garcia.

Para ele, a aquisição do robô reforça o compromisso da medicina goiana com a inovação, a segurança e a evolução contínua da prática médica, ampliando o acesso dos pacientes da região Centro-Oeste a tecnologias que já são referência nos principais centros de saúde do mundo. "Para receber a tecnologia, a instituição passou por reformas e modernização do centro cirúrgico, além de investir na capacitação da equipe médica, que já possuía experiência prévia com cirurgia robótica em outros centros", finaliza a diretora do Hospital do Rim, Lilian Ferreira.