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Doença celíaca vai além dos sintomas intestinais

Anemia, fadiga ou desconfortos intestinais que nunca parecem desaparecer completamente: a doença celíaca pode estar por trás desses quadros. Trata-se de uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten — proteína presente no trigo, centeio e cevada — que provoca uma reação capaz de afetar não apenas o intestino, mas diferentes sistemas do organismo.

"Embora seja frequentemente associada a uma doença que traz desconforto abdominal, diarreia ou intestino muito preso, a doença tem característica sistêmica, podendo causar anemia persistente, fadiga frequente, dor de cabeça, infertilidade ou dificuldade para engravidar e dificuldade de crescimento em crianças", afirma a Dra. Danielle Kiatkoski (CRM 14254), gastroenterologista e diretora do Instituto Brasileiro para Estudo da Doença Celíaca (IBREDOC).

Estima-se que a doença afete cerca de 1% da população mundial — o que pode representar milhões de brasileiros. Ainda assim, aproximadamente 80% dos casos no país não são diagnosticados, segundo a Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil (FENACELBRA). Esse cenário também se explica pela limitação de dados no país: o Brasil ainda carece de estudos nacionais abrangentes sobre a prevalência da doença, o que reduz a visibilidade do tema e dificulta o reconhecimento dos sinais.

Quando investigar

"A doença celíaca ainda é pouco lembrada fora do contexto gastrointestinal. Isso faz com que muitos pacientes passem anos tratando sintomas isolados, sem chegar ao diagnóstico correto", explica Aline Oliveira, farmacêutica e líder de autoimunidade da Thermo Fisher Scientific.

Diante de sintomas persistentes — mesmo que pareçam não estar relacionados —, é importante buscar avaliação médica. Clínicos gerais, gastroenterologistas ou pediatras podem orientar a investigação, que normalmente envolve exames laboratoriais específicos para detectar anticorpos associados à doença.

O diagnóstico envolve exames laboratoriais específicos, como o teste de anti-transglutaminase IgA, que são fundamentais para orientar a investigação. Um ponto importante: retirar o glúten da alimentação antes da realização dos exames pode interferir no diagnóstico. Por isso, qualquer mudança na dieta deve ser feita com orientação profissional. Sem diagnóstico, a inflamação causada pela doença pode continuar ativa e levar a complicações como deficiência de nutrientes, osteoporose e infertilidade.

Informação faz diferença

Mesmo sendo relativamente comum, a doença celíaca ainda é subdiagnosticada no Brasil — sobretudo quando os sintomas não são intestinais ou parecem desconectados entre si. Por isso, ter acesso a informações confiáveis é um passo importante para entender os sinais do corpo e buscar orientação adequada.

Para ajudar nessa jornada, o portal Celiac Insider reúne conteúdos sobre sintomas, diagnóstico e manejo da doença, com informações confiáveis e acessíveis tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. A iniciativa busca apoiar o reconhecimento dos sinais e contribuir para que mais pessoas cheguem ao diagnóstico de forma mais rápida e assertiva.

Para mais informações, basta acessar o site: https://www.thermofisher.com/celiac/br/pt/home.html

Disclaimer: A utilização desses produtos para fins de diagnóstico é de inteira responsabilidade do serviço de saúde, que deverá atender aos requisitos contidos na RDC 786/2023 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Subseção I, Artigos 129 a 135.